O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã chegou ao 6º dia nesta quinta-feira (5) com perspectiva de nova escalada segundo o Pentágono, enquanto Teerã prometia vingança contra Donald Trump após o afundamento de um navio de guerra iraniano.
Washington confirmou que usará bombas gravitacionais de precisão nos próximos ataques. Na frente diplomática, Espanha e EUA entraram em rota de colisão sobre um suposto acordo de cooperação militar.
Irã amplia retaliação e drone atinge Azerbaijão
O Azerbaijão confirmou que um drone iraniano atingiu um aeroporto em seu território — sinal de que a retaliação de Teerã começa a alcançar países fora do eixo direto do conflito. No dia anterior, o Pentágono já projetava uma escalada: o Irã ampliara sua retaliação para além das fronteiras israelenses, atacando Qatar e Kuwait — países que abrigam justamente as bases americanas mais expostas no Oriente Médio.
As instalações militares dos EUA na região se tornaram alvos sistemáticos desde o início das operações conjuntas com Israel. Teerã mantém como justificativa os sucessivos ataques americanos e israelenses em solo iraniano.
Crise com Madri expõe fissura na aliança atlântica
Na quarta-feira (4), a Casa Branca anunciou cooperação militar com o governo espanhol. A declaração foi desmentida de forma categórica por Madri, que rejeitou qualquer acordo com Washington nesse sentido. A Espanha abriga duas bases militares americanas em seu território, mas proibiu os EUA de utilizá-las para operações no conflito atual — uma ruptura que expõe tensões dentro da aliança ocidental em um momento crítico da guerra.
Bombas gravitacionais: a nova aposta americana no conflito
Os Estados Unidos confirmaram o uso de bombas gravitacionais de precisão nos próximos ataques ao Irã. O armamento é lançado por aeronaves e cai em trajetória guiada, projetado para atingir alvos específicos com menor risco de danos colaterais em comparação a mísseis convencionais.
A mudança de estratégia para ataques de precisão já havia sido sinalizada pelo general Dan Caine no 5º dia de conflito, indicando que os EUA buscam calibrar a intensidade das ofensivas sem ampliar o espectro de destruição em território iraniano.
A promessa de vingança iraniana contra Trump tem origem direta no afundamento de um navio de guerra do país na costa do Sri Lanka. O ataque de submarino americano deixou 87 mortos e elevou o nível de tensão a um patamar inédito, pressionando aliados regionais dos EUA a definirem publicamente seu posicionamento no conflito.