Um vídeo em que Fernando Haddad recomenda um link para consulta de indenização circula nas redes sociais, mas é falso. O conteúdo foi criado com inteligência artificial e não corresponde a uma fala real do ministro da Fazenda. Especialistas e o Ministério da Fazenda alertam para a manipulação e o risco de golpes.
Como o vídeo falso foi divulgado
O vídeo, veiculado como anúncio pago pelo perfil Fala Povo no Facebook, mostra uma imagem de Haddad criada por inteligência artificial. Ele aparece respondendo a uma pergunta sobre a legitimidade de uma suposta indenização, afirmando que seria “100% legítima e resultado de um processo judicial”. O vídeo incentiva o acesso a um link, alegando ser do site oficial, e utiliza um ícone falso que imita o logotipo do governo federal.
Indícios de manipulação
Especialistas em checagem de fatos e tecnologia apontam que vídeos criados com IA apresentam falhas sutis, como movimentos anormais nos olhos, boca ou cabeça, e inconsistências na voz. Não há registros oficiais de Haddad recomendando esse tipo de consulta. Ferramentas como Hive Moderation e Hiya Deepfake Voice Detector foram usadas para analisar o vídeo, indicando alta probabilidade de manipulação: 81% de chance de uso de IA nas imagens e nota 1 em 100 para áudio sintético.
Posicionamento oficial
Em nota ao Fato ou Fake, a assessoria do Ministério da Fazenda classificou o material como “conteúdo nitidamente falso, com imagem manipulada por meio de Inteligência Artificial (IA), da mesma prática criminosa já identificada em outras montagens”.
Riscos e recomendações
Vídeos falsos criados com IA podem ser usados para espalhar desinformação, manipular opiniões e aplicar golpes. É fundamental desconfiar de conteúdos que incentivem o clique em links desconhecidos e sempre checar a fonte das informações. Especialistas reforçam que golpes desse tipo têm se tornado mais comuns com o avanço da tecnologia de deepfake.
Outros casos recentes de desinformação
Além do caso envolvendo Fernando Haddad, circularam recentemente outros conteúdos falsos, como a suposta descoberta de uma jazida de ouro no Piauí, a alegação de que alcoólatras passaram a receber benefício do INSS por incapacidade de trabalho e um vídeo de demolição de mesquita atribuído erroneamente à China. Todos foram desmentidos por órgãos oficiais e por veículos de checagem.
O alerta é para que usuários das redes sociais estejam atentos a golpes e não compartilhem informações sem verificação prévia.