O aquecimento global é monitorado por cientistas com o uso de dezenas de equipamentos distribuídos pelo planeta, incluindo no céu, no mar e até no espaço.
Esses instrumentos coletam dados como temperatura da superfície, calor dos oceanos, nível do mar, tamanho das geleiras e concentração de gases do efeito estufa.
Organizações como Copernicus, Nasa, NOOA, Berkeley Earth Group e OMM consolidam e analisam essas informações para avaliar o andamento do aquecimento global.
Como funciona a medição do aquecimento global
Para monitorar o aquecimento global, os cientistas utilizam uma rede de instrumentos: estações meteorológicas em terra, bóias oceânicas, satélites e balões meteorológicos. Esses equipamentos registram dados em diferentes regiões do planeta, permitindo o acompanhamento da temperatura média da superfície terrestre, dos oceanos e da atmosfera.
Essas informações são compiladas e analisadas para identificar tendências de aumento ou diminuição da temperatura ao longo dos anos. A comparação com registros históricos, como os mantidos pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) desde 1850, possibilita avaliar o quanto o planeta está aquecendo.
Além da temperatura, são monitorados o calor dos oceanos, o nível do mar, o tamanho das geleiras e a concentração de gases do efeito estufa. A precisão das medições é garantida pela utilização de diferentes metodologias e instrumentos, o que permite validar os resultados de forma independente.
Organizações e metodologias
O observatório europeu Copernicus realiza cerca de 25 milhões de registros diários, principalmente por satélites. Outras instituições, como Nasa, NOOA e Berkeley Earth Group, também operam equipamentos ao redor do mundo para coletar e analisar dados climáticos.
De acordo com o físico Paulo Artaxo, professor da USP e cientista do IPCC, todas essas entidades mantêm grandes bases de dados e realizam análises independentes para evitar erros e garantir confiabilidade. “Em geral, os resultados todos são praticamente idênticos”, afirma Artaxo.
Além das medições diretas, os cientistas utilizam modelos climáticos para simular o comportamento do clima e prever futuras mudanças com base nas tendências atuais. Essas análises são essenciais para orientar políticas públicas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.
Medir o aquecimento global com precisão permite identificar fontes de emissão de gases de efeito estufa e avaliar a eficácia das ações para reduzir o aquecimento do planeta, contribuindo para decisões informadas em eventos como a COP 30.